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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Paula Scher Maps

Paula Scher (1948-) é uma lenda do design gráfico, cuja carreira passa pelas capas dos discos de Billy Joel, pela conquista do prémio da campanha de identidade para o Teatro Público de Nova Iorque e pelo seu trabalho como associada da Pentagram. De entre numerosos trabalhos seus, é de destacar os mapas repletos de interferências cromáticas e tipográficas que, em conjunto, dão origem a texturas originais. Eis alguns exemplos:
Fig. 1 - The World, 1998. 
Fig. 2 - India, 2007.
Fig. 3 - NYC Transit, 2007.
Fig. 4 - Tsunami, 2006.
Fig. 5 - Manhattan, 2002.
Estes mapas estão reunidos no livro Paula Scher: MAPS, lançado em 2011.
Pode consultar mais exemplos aqui

quinta-feira, 29 de março de 2012

O que é o Design?

Este blogue foi criado com o intuito de explorar a área de design de comunicação visual, mais precisamente, os seus processos, a sua linguagem e os seus elementos. No entanto, design enquanto conceito nunca foi referido. Eis algumas definições: 

Uma actividade de resolução de problemas orientada por objectivos. 
Archer

É alguma coisa que existe em todas as sociedades, mas diferentemente em cada uma. Para entender este aspecto da sua função no mundo, não é necessário encontrar uma definição concisa e de aplicação universal, mas sim desenvolver a capacidade de observar a riqueza do conceito, de estar atento aos múltiplos aspectos que ele pode assumir e de apreciar as várias necessidades humanas que o design pretende servir. É útil conhecer o maior número possível de definições porque, ao longo da História, os homens enalteceram as virtudes e os vícios mais contraditórios, nas sociedades, nos edifícios e em tudo o que produziram. 
 Baynes

Cada ser humano é um designer. Alguns também ganham a vida através do design – em todos os campos que existem pausa e ponderação entre o conceber e uma acção, a forma a dar aos meios que nos permitem realizá-la é uma estimativa dos seus feitos.  
Munari

quinta-feira, 15 de março de 2012

Bruno Munari

Bruno Munari (1907 – 1998) foi escultor, pintor, cineasta e designer italiano. Em meados de 1920, Munari conheceu em Milão Filippo Tommaso Marinetti, precursor do movimento futurista, cuja influência foi determinante para a sua ambição artística. Em 1927, Munari passou a integrar a segunda geração do movimento futurista, mostrando o seu trabalho em várias exposições até 1930. Contudo, poucos trabalhos deste período sobreviveram, pois a maioria foi feita de materiais transitórios. Embora uma obra existente em têmpera de 1932 transmita a estética futurista adoptada por Munari, várias outras da década de 30 mostram uma clara dívida para com o Surrealismo.

Já a sua escultura reflecte uma atitude diferente: Aerial Machine, por exemplo, indica um movimento no sentido da estética construtivista, antecedendo Useless Machines. O primeiro exemplo de Useless Machines foi construído com base em cartão pintado e outros materiais leves de modo a libertar formas abstractas em três dimensões.

Após a II Guerra Mundial, Munari dedicou-se ao design industrial. Exemplo disso é X Hour, despertador com rotação de semidiscos em vez de mãos que, a partir de 1963, passou a ser produzido em massa juntamente com Flexy, estrutura com arame de metal flexível.

A partir de 1949, Munari inicia a investigação no âmbito da teoria da Gestalt, assente em trabalhos experimentais intitulados Negative Positive através dos quais procura alcançar a paridade absoluta na relação figura-fundo.

Nos anos 30, Munari procurou levar a cabo inovações radicais em design gráfico e tipografia, mas só após o término da II Guerra Mundial começou a desenhar e a produzir livros: livros simples e apelativos à aprendizagem para crianças e livros destinados a desafiar o próprio conceito de livro para adultos como, por exemplo, Unreadable Books.

Na década de 50, Munari experimenta projectar a luz através de um plástico colorido a fim de criar composições coloridas de luz. Tal experimentação levou à produção do seu primeiro filme colorido com luz - I colori della luce. Com base no princípio do acesso público aos meios de comunicação visual, em 1964, Bruno Munari começou a instalar fotocopiadoras nos locais de exposição, incluindo no Central Pavilion of the 35th Venice Biennale em 1970.

Para mais informações clique aqui

Fonte: MoMA NY