Bruno Munari (1907 – 1998) foi escultor, pintor, cineasta e designer italiano. Em meados de 1920, Munari conheceu em Milão Filippo Tommaso Marinetti, precursor do movimento futurista, cuja influência foi determinante para a sua ambição artística. Em 1927, Munari passou a integrar a segunda geração do movimento futurista, mostrando o seu trabalho em várias exposições até 1930. Contudo, poucos trabalhos deste período sobreviveram, pois a maioria foi feita de materiais transitórios. Embora uma obra existente em têmpera de 1932 transmita a estética futurista adoptada por Munari, várias outras da década de 30 mostram uma clara dívida para com o Surrealismo.
Já a sua escultura reflecte uma atitude diferente: Aerial Machine, por exemplo, indica um movimento no sentido da estética construtivista, antecedendo Useless Machines. O primeiro exemplo de Useless Machines foi construído com base em cartão pintado e outros materiais leves de modo a libertar formas abstractas em três dimensões.
Após a II Guerra Mundial, Munari dedicou-se ao design industrial. Exemplo disso é X Hour, despertador com rotação de semidiscos em vez de mãos que, a partir de 1963, passou a ser produzido em massa juntamente com Flexy, estrutura com arame de metal flexível.
A partir de 1949, Munari inicia a investigação no âmbito da teoria da Gestalt, assente em trabalhos experimentais intitulados Negative Positive através dos quais procura alcançar a paridade absoluta na relação figura-fundo.
Nos anos 30, Munari procurou levar a cabo inovações radicais em design gráfico e tipografia, mas só após o término da II Guerra Mundial começou a desenhar e a produzir livros: livros simples e apelativos à aprendizagem para crianças e livros destinados a desafiar o próprio conceito de livro para adultos como, por exemplo, Unreadable Books.
Na década de 50, Munari experimenta projectar a luz através de um plástico colorido a fim de criar composições coloridas de luz. Tal experimentação levou à produção do seu primeiro filme colorido com luz - I colori della luce. Com base no princípio do acesso público aos meios de comunicação visual, em 1964, Bruno Munari começou a instalar fotocopiadoras nos locais de exposição, incluindo no Central Pavilion of the 35th Venice Biennale em 1970.
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Fonte: MoMA NY
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